sábado, janeiro 28, 2006

Presidenciais

Uma jornalista durante um directo, no dia das presidenciais, disse que as eleições decorriam na normalidade, excepto num ou noutro caso. E depois descreveu um desses casos. Uma povoação do interior norte, onde os locais enfrentavam a GNR com paus e sacholas para garantir o boicote ao acto eleitoral. Ora aí está a resposta ao choque tecnológico, à contenção económica a todo o custo e à conversa oca dos políticos: uma sachola.

Adoro este país quando ele, uma vez por outra que seja, sai da sua modorra e se agita. É boçal, eu sei. Mas pior que boçalidade é a indiferença. Enfim, um pensamento que me introduz ao tema de hoje, de ontem e de amanhã, as presidenciais.

Pois é, lá conseguimos eleger mais um presidente da república, e tal como com uma prima de um amigo meu, foi logo à primeira!

Foram várias as semanas em que estas eleições nos ocuparam a televisão, a imprensa escrita, e a cabeça, como se de mais uma telenovela da Globo se tratasse – “Mário, Francisco e Manuel detestam Aníbal, mas a direita o adora…quem será que vai conquistar a presidência? E quem é esse não-sei-do-quê Pereira que anda sempre de cachecol vermelho? A seguir cenas do próximo episódio…” – isto já para não falar dos antecedentes meses jogados a tabus de fazer inveja aos três pastorinhos.

Foram também várias as ocorrências (desculpem-me o termo de policia dos subúrbios) em mais estas presidenciais, que são sempre uma roda-viva, mesmo com candidatos a poucos anos de uma algália.
Speaking of which, Mário Soares voltou a levar na cara, e não foi só daquele veterano de guerra, ele próprio a merecer uns sopapos, quanto mais não seja por andar na rua com jornais como “O crime”.
Também Manuel Alegre, que se fartou de esconder o nariz na sombra, veio “molhar a sopa”. Mas com quem Mário Soares deve estar mesmo aborrecido é com a pessoa que escolheu a sua imagem para aquela ideia do “mp3”. Bem, do mal, o menos. Não deu para o eleger, mas se por acaso Filipe La Féria viu os cartazes, Mário Soares ainda poderá ter uma carreira no teatro.

O Alegre também ficaria bem como presidente. Tem postura. Tem grandiloquência. Tem uma barba (imagino a inveja dos outros candidatos). Tem porte. Tem uma caçadeira. Tem tudo. Excepto a maioria dos votos.

Jerónimo conseguiu o grande feito de conseguir chegar ao dia das eleições sem ter de consultar um otorrino. Está mais calmo, mais controlado, com maior capacidade de exteriorizar aquilo que pretende fazer passar por ideias. Parece quase um político.

Louçã, mais uma vez, foi o grande paladino das causas perdidas. A sua mensagem é interessada, infraestrutural e cívica, mas como quem vota ainda são os Portugueses…

Que escolheram para seu presidente o homem que faz Ramalho Eanes parecer o apresentador do “Big show SIC”. Firme e hirto, de convicções fortes, sejam lá elas quais forem, até na hora de se sentar no tejadilho do carro. O homem que provou que todo o Português pode ser presidente da republica, mesmo que se chame Aníbal. E começou bem. Logo na noite de vitória, deixou-se filmar a janela de sua casa (vá lá, não era a da casa de banho), e nós todos à espera que ele falasse em directo do confessionário com a Manuela Moura Guedes – “A casa do Aníbal”!!!

Sobra Garcia Pereira (aquele do cachecol), deve ter em mim a primeira pessoa a dedicar-lhe um parágrafo inteiro mas falo dele pois acho que se deve dar espaço a todos. Por isso, parabéns Garcia pelo teu corte de cabelo simétrico e aprumado. Pronto, já falei.



Até ao final do Obikwellano governo de Santana Lopes, todos julgávamos ser meramente simbólica a figura de um presidente da república de Portugal. De repente, com a dissolução levada a cabo por Jorge Sampaio, todos ficámos a saber que um presidente não serve só para cortar umas fitas, embirrar com uns decretos mais ou menos escolhidos aleatoriamente e fazer umas visitas a centros de saúde. Tem também poderes para além do de conseguir ser fotografado ao lado do Bono.

Mas todos nós, nascidos em famílias tradicionais Portuguesas, sabemos bem quem verdadeiramente manda no nosso país. Não é o primeiro-ministro, nem o Presidente da Republica. São as mães deles, essa é que é essa!

“Então, filho, já decidiste?...O quê??? Nem penses! Disseste que não ias subir os impostos, agora não sobes! O meu filho não é mentiroso! “
“Mas ó mãe, a política é mesmo assim…”
“Pois, e quem é que atura o Sr. Manuel da Mercearia, amanhã?”
“Ó mãe, caramba…”
“Já disse!”
(suspiro)
“E não te atrases hoje, aí nessa coisa do orçamento do não-sei-quê, que já pus a sopa a ferver…”


E agora preparem-se que esse thriller que se chama “Portugal” segue dentro de momentos.

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Discotecas

Nisto das discotecas o problema começa logo na entrada...
Eu acho que algumas discotecas deviam ter à porta aquelas placas que se costumam ver nas vivendas a dizer “Cuidado com o cão!” mas aqui era mais: “Cuidado com o porteiro!” É que eles são uns autênticos rottweilers... pois até estão sempre vestidos de preto e são ferozes, ou então estão sempre de luto que é para mostrar a sua habitual cara de enterro, ou ainda para quando a policia nos perguntar quantos nos bateram, nos dizermos: ”Não sei não os conseguia ver na noite, estava tudo tão escuro!...” ou então é porque… (se calhar já chega).
Ok, mas lá se entra... ou na discoteca, ou na ambulância do INEM!

Vem então a abertura de pista, alguns DJ’s ainda insistem em abrir com sirenes, que às vezes aparecem também durante a noite! Quando o José Rodrigues dos Santos vai a estas discotecas e ouve as tais sirenes, logo de seguida ele põe os braços no ar e começa a gritar: “Estão a tocar sirenes em Bagdad, estão a tocar sirenes em Bagdad... Carlos Fino!!!...”

Os que frequentam a pista a noite toda são também um desastre, ou é aqueles que vão para cima das colunas dançar e é do tipo: Três cervejas e já pensam que são a Madonna! Ou são os que insistem em tentar conversar mesmo no meio da zona de dança... mas como é óbvio não se ouve nada!... Eles têm que falar tão perto do nosso ouvido que nós, por um lado, temos que gramar toda a noite com o hálito a álcool, e por outro, somos obrigados a dizer sempre, “pois”, e a abanar com a cabeça, já que não estamos a perceber nada, mas dizemos sempre que sim! Isto é especialmente perigoso para as miúdas, é que vai de modas e já ele está a propor-lhe uma voltinha no carro e uma outra série de coisas, do tipo: “Mamas-me no zezinho?”... E elas:... “Pois!”...

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Ano Novo

Já cá estamos nós no ano 2006, ou como diria um notável arquitecto, tão conhecido pelos seus vídeos caseiros como pelos seus balneários a céu aberto, estamos todos lá dentro.

Agora que já passou a época de festas vamos lá fazer uma previsão para este ano: grandes dificuldades.
Desde logo, dificuldades económicas. Se as coisas continuarem a piorar, ainda vamos ter de recorrer à venda de património Nacional – a torre de Belém, o palácio da pena, a caspa do maestro Vitorino de Almeida, o cachecol do Garcia Pereira.

O cenário político também não vai ser fácil. Com Cavaco em Belém (ainda haverá esperança do contrário?), José Sócrates vai ter um homem a encostá-lo à parede, o que, pelo menos à primeira vista, não deve ser nada agradável, principalmente com o péssimo gosto que o professor tem para gravatas. Vamos ter crispação, rigidez e autoritarismo. Agora em Stereo.

Para além de tudo isto, prevêem-se dificuldades várias: A seca continua a ter os seus efeitos, principalmente em Trás-os-Montes, onde apesar de tudo, valha-lhes isso, o único líquido que costuma fazer falta é o tintol; acabou-se mais um reality show televisivo, o que só pode querer dizer que vêm aí mais, se calhar (e se possível!) piores; Os UHF ainda não anunciaram o final de carreira.

Enfim, é difícil, mas podia ser pior, para um país que em menos de 500 anos passou de dividir o mundo com Espanha para dividir a sua própria energia. Sempre nos resta a consolação que o Hugo Leal andou a comer a Ana Obregon. Mesmo sendo ela a Elsa Raposo lá do sitio.

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Hi5

Mais uma coisa para juntar à categoria de inutilidades da internet.

"TAZ MUITO JIRA NESTA FOTO PARESES 1BOMECA MUITO FOFA MUITO OBRIGADO TERES ACEITO SER MINHA AMIGA XAU BEIJOKAS" in hi5

Quando sou confrontado com tais espancamentos à língua portuguesa, dignos de a por em coma por alguns tempos, confesso que morro um pouco por dentro.

P.S. Ela não era assim tão gira.

terça-feira, janeiro 10, 2006

O Povo Escolhido

Todos sabemos que há um povo escolhido: nem mais nem menos que os nossos amigos Judeus: narigudos, forretas, capitalistas e orgulhosos. Mas serão mesmo eles o povo escolhido? Porquê? Por quem? Porque não nós?

Pronto, está bem, eles sofreram.

Eles construíram pirâmides, sem direito a férias, nem 13º.

Eles andaram às voltas durante quarenta anos por um deserto, onde, como se imagina, não havia muita gente a quem vender ourivesaria, ou artigos de electrónica.

Eles atravessaram o Mar Vermelho, sem sequer saberem o horário das marés.

Eles tiveram um dos seus eternos líderes interpretado no grande ecrã por Charlton Heston, uma das poucas pessoas capazes de roubar o rótulo “coirão” a Chuck Norris. Nem sequer vamos falar da história mais recente, porque me parece de extremo mau gosto que a palavra “Auschwitz” apareça neste blog (oh que caraças, o que eu fui fazer!!!).

Eles perderam parte da pilinha.

Eles sofreram.

Mas eles agora são o aliado nº1 dos EUA. Até têm a mesma política externa, musicada pelos Cure, em “Killing an Arab”. Nós, o máximo que conseguimos fazer, foi pôr o Durão Barroso (parte da sombra da mão dele, para ser mais preciso) na mesma fotografia que o Bush.

Eles são de todo o mundo. Há Judeus Americanos, Judeus Italianos, Judeus Franceses. São finos, ou pelo menos, internacionais. Nós só temos os Portugueses Portugueses. Mal passamos a fronteira, pumba! “Emigrantes”!

Eles têm a Mossad, uma das melhores forças secretas do mundo. Nós temos a redacção da TVI.

Eles têm a Estrela de David, nós temos o artesanato das Caldas.

Eles têm o menorah, nós temos o bibelot.

Eles têm a Anne Frank, nós temos a Catarina Tallon.

Eles têm o Einstein, nós temos o Tino de Rans.

E nós também sofremos muito!

Que espécie de moral pode ter o povo de um país que já dividiu o mundo, e que agora vê o mundo a dividí-lo? Como é que, em pouco mais de quinhentos anos, passámos de Tordesilhas para Badamecos?

Nós não temos líderes que fiquem connosco até ao fim (o Mário Soares não conta), que nos guiem pelo deserto, e nos impeçam de meter água. Se Moisés fosse Português, à primeira chicotada, tinha fugido para Bruxelas!

Nós podemos não andar vestidos à cigano, e ter aquelas tranças a cair pelas orelhas abaixo, mas sempre temos o tuning, a meia branca e o bigode.

Nós não fomos exterminados pelos Nazis, mas... não, nada.

Nós também sofremos, caramba!

O povo escolhido devíamos ser nós, os Portugueses! Nós é que precisamos de ajuda!
Deus, se realmente existes, dá-nos um Moisés que mastigue de boca fechada, dá-nos os 10 mandamentos (por acaso, eu punha-lhes mais 2: “não verás reality shows” e “não votarás PND”)!

Salva-nos!!!

domingo, janeiro 08, 2006

Exame à Próstata

Uma das coisas que mais me chateia é ter, dentro de cerca de 20 anos, que ir fazer o exame à próstata.
Livra... temo que o médico seja já velhote e tenha os dedos muito grossos... ou então que na adolescência tenha trabalhado na construção civil e não usado Nívea na mãos para amaciar. Aí nem as luvas de borracha me safam!...

Acho que o autor desta técnica de ‘apalpação’ foi uma mulher, para se vingar do marido.
Bem... não consta que a senhora fosse casada com o Tomás Taveira, tudo bem... mas é no mínimo estranho, pois desde que esta ‘insólita’ técnica [toque rectal] foi criada, nada mais se avançou para a melhorar ou realizar de outra forma!
Quem é que me convence que existindo há anos a TAC, a ecografia, a ressonância magnética e outras... tenhamos que [em pleno século XXI] nos pôr de 4... e levar com dois dedos recto a cima sem pestanejar ou dizer que não, tipo o Castelo Branco!

Depois estamos ali e não vemos o que se passa... o que se pode tornar perigoso se o médico for malandro!...
-“Ohhh doutor... os seus dedos parecem estar ‘colados’... num só!”...
-“Ahhhhhhhhhhhh... relaxe... impressão suaaaaaa... uiiiii! Agora faça força nos rins enquanto eu dou-lhe umas palmadinhas no rabo para descontrair”...
Devia ser obrigatório ter-mos espelhos retrovisores à nossa frente, para vermos o que se passa... atrás de nós. Qualquer das maneiras, duvido que consigamos estar de olhos abertos durante a delicada operação!

Eu cá estou é a pensar casar com uma médica que assim estas coisas ficam em casa…

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Melancholic Ballad

Isto explica muita coisa...

Estou a imaginar o Zé Manel e os seus amigos a consumirem o produto mas quando chega à sua vez o dito produto já tinha acabado ao que este grita Please don't say that it's over Don't say that it's over or I won't know what to do.

terça-feira, janeiro 03, 2006

Bonecada

Ora aqui está uma coisa sobre a qual eu nunca pensei vir a escrever: desenhos animados de alguns anos antes de eu nascer.

Além daquelas animações, vindas de países esquisitos, que o Vasco Granja apresentava o entretenimento girava à volta do Julio Isidro, do Natal dos hospitais e do Festival da Canção. Para a criançada (homens e mulheres de hoje) restava esperar pelos "bonecos"... mas estes sempre com uma toada trágica e repleta de personagens infelizes ou absolutamente deprimidas. Imagino o que aquelas crianças sofreram…

Heidi
É a história de uma menina de olhos esbugalhados, órfã, que vive isolada nos Alpes suíços com o avô. Se até aqui já parece deprimente mas ela só tem dois amigos, o Pedro e a Clara... menos mal! Não fosse o facto de esta amiga estar presa a uma cadeira de rodas.


Calimero
Esta série contava a história de Calimero, um pequeno pintainho preto, que na cabeça usa uma casca de ovo. O que torna este enredo empolgante é que o Calimero é a personagem mais triste e infeliz da história da animação. Nada lhe corre bem na vida, e reza a lenda que não pode viver sem Prozac!


Marco
O Marco é um rapaz que passa a vida a viajar pelo Mundo à procura da mãe! O jovem anda de porto em porto, com um macaquinho ao ombro, com um ar infeliz, a tocar realejo, a viver da misericórdia dos outros.


Candy Candy
Nesta série é contada a história de uma jovem órfã (para variar!) que abandona o orfanato para trabalhar como empregada doméstica! É uma vida de tristeza... já não bastava a menina ter nome de electrodoméstico, ser órfã, viver num orfanato no meio do nada, para terminar empregada numa casa de pessoas abastadas.


Jacky, o Urso de Tallac
O protagonista é um ursinho, Jacky, que vive nas montanhas da Serra Nevada, na Califórnia. Depois de a sua mãe ser morta (isto lembra-me algo), é adoptado por um indiozinho que se torna seu amigo.


Bana e Flapi
Bana é um pequeno esquilo que vive feliz numa quinta. Mas a sua felicidade não dura muito tempo, pois um terrível fogo destrói a sua casa, e Bana é separado da sua mãe, tendo de fugir para a floresta.


Conan, O Rapaz do Futuro
«Julho de 2008: III Guerra Mundial. A Humanidade foi enfrentada com a ameaça de extinção. Uma arma ultra-magnética destruiu metade do Mundo num só instante. A crosta terrestre foi agitada por movimentos maciços, a Terra foi desviada do seu eixo, e os cinco continentes foram completamente divididos e afundados nas profundezas do mar...
Um número de pessoas tentou fugir sem sucesso para o espaço. As suas naves foram forçadas a regressar à Terra, e desapareceram com as esperanças arrasadas.» DASSE!!!

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Novelas

A TVI nos últimos tem vindo a fazer novelas com nomes de músicas portuguesas.
Porque não aproveitam a obra desse grande marco do panorama musical português José Cid?
Ficava uma novela com este enredo:

No dia em que o rei D. Sebastião fez anos, caía neve em Nova Iorque e fazia sol no meu país. Esta era uma altura em que a quantidade de amor que um macaco nutria por uma banana, era a mesma que um rapaz poliglota nutria por uma rapariga, que para o jantar lhe fazia favas com chouriço numa cabana junto à praia cantado “Amore , amour, meine liebe, love of my life”



P.S. Isto de começar o ano a falar de novelas e Zé Cid não é nada... mas se fosse sobre politica, reality shows e Jet7 era pior... ops

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Postas de Ouro 2005

Prémio O filme não vale nada, mas a gaja é boa:
"O Crime do Padre Amaro"
Eça remexe-se no túmulo ao ver o seu romance abastardado por uma adaptação com o olho lambareiro postado nas nádegas e nos seios de Soraia Chaves.

Prémio Renascer dos Mortos:
Mário Soares
Pensávamos todos que já estávamos livres do clã Soares mas ele ressuscitou e está aí cheio de força, quer dizer... mais ou menos.

Prémio D. Sebastião:
José Socrates
Foi uma vitória esmagadora, a culminar um processo que nos lembrou, pela primeira vez nestes últimos dez anos, que tínhamos alguém em Belém. Santana Lopes recebeu a derrota das mãos de Durão Barroso, com quem até já tinha partilhado outras coisas menos desagradáveis.

Prémio Salto em comprimento:
Miguel
Conseguiu saltar de Lisboa até Valencia apenas fazendo uma pausa na Casa do Castelo.

Prémio Richter:
Souto Moura
Pelo que tem tremido para se manter no seu cargo.

Prémio O Evento:
João Paulo II
A sua morte foi transformada numa romaria.
Milhares de pessoas esperam 15 horas numa fila para passar, em ritmo de marcha, a 20 metros de onde estava exposto o corpo do Santo Padre, tipo centro de mesa. Cada um a querer chorar um bocadito, e mostrar como sofre de uma maneira tão especial e única, principalmente se houver uma câmara e um jornalista por perto. Mas não dá, há mais 13 mil pessoas na fila, à espera de conseguir o mesmo.

Prémio Eras tu e o Roberto Leal...:
Fátima Felgueiras
... que estavam tão bem no Brasil.

Prémio Miss Piggy:
José Castelo Branco
Não é necessário comentar pois não?

Prémio Primeiro o aserejé depois o dragostea e agora isto?:
D'zrt
Ano após ano cada vez mais o top de vendas de cd's me surpreende.

domingo, dezembro 25, 2005

O País dos que Gostam de (Ver) Desporto

Olhando para o sucesso do Euro 2004, do Estoril Open (parabéns ao João Lagos, esse Charles Bronson luso), para o Vale do Lobo Grand Champions, para a final da taça UEFA em Alvalade, e para o Rally que tradicionalmente se disputava entre Paris e Dakar e que este ano sairá de Lisboa para a mesma cidade africana chego à conclusão de que Portugal entrou definitivamente na rota dos grande eventos desportivos. O que, para um país onde fazer desporto, para a maioria, é carregar no botão da televisão à procura do canal onde está a dar futebol, é notável.

Uma coisa é certa. Desde o Euro, Portugal é ponto de passagem para grandes eventos desportivos. E com grande benefício para todos. Para nós é um orgulho e sempre entra o chamado guito. Para os participantes ou visitantes internacionais do Estoril Open ou do torneio de veteranos de Vale do Lobo, Portugal é sempre um destino diferente, um tanto ou quanto exótico e ensolarado. Uma espécie de país africano, mais organizado, com mais marcas de iogurte, com o ar condicionado sempre ligado e com uma pequena brisa ou uma ou outra nuvem passageira lhes faça lembrar, de longe, docemente, a sua terra.

Para os organizadores do Rally tudo contribui para que a saída de Portugal seja um sucesso. A começar pelo estado natural de muitas das nossas estradas secundárias, que apesar de velhitas apresentam uma superfície sulcada pelo acne juvenil. Se calhar é por isso que muitas delas são consideradas pontos negros em termos de acidentes.
Mas não é só por isso. É que Portugal deve ser o país no mundo onde mais pessoas gostam de tornar o seu dia-a-dia num rally. Ou seja, eles vieram para a um país de loucos entusiastas dos rallys, onde qualquer empregado bancário faz, de Pólo GT, o seu próprio Lisboa-Dakar 2006 todos os dias, a caminho do emprego. Ou melhor, no caso concreto, o Massamá-Xabregas 2006.

E por fim, como já referi em relação aos torneios de ténis, Portugal tem qualquer coisa de África. Por isso, a única grande diferença é que a partir de uma certa altura os camelos vão deixar de ser vistos ao volante, para passar a levar pessoas e objectos.

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Feliz Natal

Desde o seu início este blog tem maltratado muita gente mas agora que estamos numa época de paz e amor desejo um Bom Natal a todos eles.





P.S.: Esta imagem pode ser utilizada como um belo wallpaper dos vossos computadores

terça-feira, dezembro 20, 2005

O Meu Pai Natal


Agora vou pô-lo na janela...

Quem Matou o António?

In 1972 a crack commando unit was sent to prison by a military court for a crime they didn't commit. These men promptly escaped from a maximum security stockade to the Los Angeles underground. Today, still wanted by the government, they survive as soldiers of fortune. If you have a problem, if no one else can help, and if you can find them, maybe you can hire… The A-Team

Tan tantan taan... tan tan tan.. tan tantan tan tarararam...


O Esquadrão Classe A foi contratado para vir até Portugal para deter o assassino do António.

Como o B.A. tem medo de andar de avião os companheiros drogam-no enfiam-no num avião.

Depois de aterrarem vão até casa do falecido fazer uma perguntas mas deparam-se com 20 homens que trabalham para o assassino que raptam o Murdock.

O Coronel Hannibal chega, a fumar, com um plano e juntamente com o B.A. transformam uma mangueira do jardim numa bicicleta de combate.

O assassino preparava-se para matar Murdock mas chegou o Cara de Pau e salva-o no último instante.

Enquanto isto o Coronel derrota todos os capangas com a bicicleta mas o assassino aponta uma arma à cabeça deste e tenta fugir na bicicleta. Neste momento Murdock atira-se da janela para cima do assassino, este cai no chão desarmado.

Os soldados da fortuna entregam o assassino à judiciária, voltam a drogar o B.A. e regressam à América.

domingo, dezembro 18, 2005

Para a Categoria "Vamos Gozar com o Natal dos Hospitais"

Estamos em vésperas de Natal, a altura do ano em que alguns pobres desgraçados têm de assistir, ao vivo, durante horas, às actuações de Toy e companhia Lda., e ainda aparecer na televisão, o que faz com que uma doença terminal seja ainda mais indesejável.

Este ano não fugiu à regra e a RTP reeditou o Natal dos Hospitais com os estarolas do costume.
O programa teve um pico de audiências logo de seguida à hora do almoço. Este facto deveu-se ao grande número de jovens anorécticas e bulímicas que se serviram do espectáculo para induzirem o vómito mais facilmente

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Leim, leim, leim... nã, nã, nã, ... é (quase) Natal

Está tudo decorado, luzente, brilhante, fulgente... e, não obstante a crise, a euforia das compras já começou.

Estamos em contagem decrescente para o Natal, uma época de paz, amor, solidariedade e de regozijo dos comerciantes!

Como já vem sendo hábito, a equipa deste blog (eu, sozinho... tenho mesmo de ir ao psiquiatra tratar da esquizofrenia) foi investigar de perto a azáfama das compras natalícias - num feriado de manhã, num centro comercial perto de si (Norteshopping no caso).

Primeiro impacto: chego ao parque de estacionamento do centro e... tudo cheio! Depois de dar cerca de sete voltas ao parque, em busca de um lugar perdido, acabei por desistir. Saí do parque e encontrei um buraco para enfiar o meu bólide. Andei cerca de 10 minutos a pé, ao frio e à chuva, para chegar ao centro de todas as emoções (sendo que eu moro a 10 minutos a pé do shopping em questão era preferivel ter deixado o carro em casa).

Depois do aquecimento iniciei a aventura das compras - a minha missão era de investigação puramente científica e sociocomportamental mas aproveitei para ir diminuindo o volume da minha lista de presentes.

Dei cerca de quatro voltas ao centro comercial sem conseguir entrar numa única loja. Eu bem tentei mas fui arrastado pela multidão que, em torrente, circulava e olhava as montras. Quando, finalmente, as pessoas dispersaram para comer uma bucha (quem sabe uma sopa no McDonnalds), pude respirar um pouco melhor e entrar nas lojas.

Aí começou outra aventura: tentar encontrar, no meio da total desarrumação, presentes originais e não muito caros. Alguns itens eram praticamente destroços...

E, de repente, as pessoas (aquelas da que foram comer bucha) voltaram. Vinha a D. Alzira, cheia de sacas, e acompanhada da filha, o genro e os netos.

Os miúdos entraram na Fnac aos gritos e foram a correr atirar ao chão todos os livros da prateleira das histórias infantis. A filha procurava entre os CDs aquele que melhor pudesse satisfazer os gostos daquele senhor das finanças que foi muito simpático e lhe passou os papéis à frente de uma fila de 40 pessoas... e, entretanto, misturava os êxitos de Demis Roussos com o melhor de Amália e Vangelis.

O genro estava parado no meio dos corredores a olhar com cara de mau para os empregados.

A D. Alzira, depois de ter passado por mim e de quase me arrancar uma perna com os sacos das prendas, foi sentar-se a ler um livro de culinária.

Quando olhei à minha volta a loja estava cheia de gente que queria ouvir CDs, que retirava livros das prateleiras para os colocar no chão, de crianças que corriam atrás dos pais com o DVD da Pequena Sereia, do Rei Leão e dos D’zrt na mão.
- "Ó pai, ó mãe... eu queeeeeeeeeeeeeeeeeeeerooooooooo!"
- "Cala-te Bruno, caaaaala-te Samanta! Nós não temos leitor de DVD!"
- "Mas ó mããããããeeeeeeeeeee... compra!"
- "Tu não me chames mãe! Deixa-me... olha, vai ler aqueles livros com o Pai Natal ali ao fundo!"

Depois disto... desisti... bffff... Natal.

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Valha-nos Deus

Como dizia um político a um jornalista, isto até é um bocado uma não-noticia (expressão que para quem aprecia noticiários da TVI, é uma redundância), mas mesmo assim, merece que falem nela.

Estou a referir-me a todo o alarido que está a ser feito em torno da medida governamental de mandar retirar os crucifixos que possam existir nas salas de aula Portuguesas.

Até concordo com esta decisão mas não compreendo todo o alvoroço criado à volta desta.

Será aí que se encontra a solução para a nossa taxa de insucesso escolar? Para as reivindicações dos professores? Se calhar, os famosos estudos que apontam para a necessidade do aeroporto da OTA têm uma alínea, lá no meio, tipo “Ah! E já agora, outra coisa de que também precisamos muito é de salas de aula sem crucifixos!”.

Já vi inúmeras reportagens sobre salas de aula com condições desumanas, mas confesso que neste problema gravíssimo nunca tinha reparado. Coitaditos dos nossos educandos, tão oprimidos pela terrível presença de um objecto evocativo do Cristianismo, e a única coisa de que se queixavam era de frio, fome, falta de professores, falta de electricidade e canalização, etc. Afinal, sortudos são os que nunca sequer tiveram hipótese de ir à escola! São analfabetos, mas ninguém os tentou convencer a ir à missa.

À excepção do Vaticano, da Opus Dei e outras máfias menos organizadas, todos estamos de acordo quanto à necessidade de liberdade religiosa, e nesse sentido, a ausência de símbolos religiosos é correcta.

Mas será que os crucifixos influenciam assim tanto as escolhas religiosas de putos de 6 anos? Eu passei 4 anos numa escola primária com uma cruz na parede e dei no que vê…
Também já comi alheiras e não passei a ser judeu por isso.

Se a televisões e os políticos em vez de se preocuparem tanto com as cruzes ligassem mais as outras coisas talvez fosse melhor… tirem lá o Cristo da parede (até porque ele já deve estar farto de lá estar) mas resolvam o importante.

Como se pode ver, mesmo exposta por um reles ignorante leigo como eu (modéstia à parte), esta é uma questão complexa e apaixonante, cheia de facetas e níveis de análise diferentes, que não pode ser reduzida a mera estupidez. Ou então pode, e eu é que precisava de um tema para este post.

sábado, dezembro 03, 2005

Era uma vez....

...um ateu.

Recusava-se a que a história da sua vida se contasse (principalmente em blogs manhosos), porque para ele, a vida não tinha sentido, tirando talvez aquela noite com uma colega mais velha. Via a existência humana como algo fugaz, aleatório, perturbante, principalmente nos dias mais ventosos. O seu dia-a-dia era feito de desespero, desorientação, e uma sensação de inutilidade, com intervalo para almoço, sendo que à tarde juntava a tudo isso alguma azia. Não falava, não sorria, não sentia, mas tirando isso era uma pessoa encantadora.

Ora acontece que o nosso ateu, cujo nome não vem ao caso, um belo dia sentiu-se mal. Talvez fosse o pêssego em calda que comeu, cujo prazo de validade tinha expirado durante a Revolução Russa; ou o ter visto um filme do João César Monteiro, sem ter consumido nada de tóxico; ou se calhar o ter sido atropelado por uma betoneira. De qualquer modo, não estava nos seus dias.

Hospitalizado, ficou à mercê do Serviço Nacional de Saúde, sem sequer ter tido direito a julgamento. Drogaram-no, amarraram-no, amordaçaram-no, obrigaram-no a decorar a tabuada dos sete. Num estado extremo de fatiga, entrou em coma, o que sendo aborrecido, teve a vantagem de o qualificar como publico-alvo da TVI.


Foi então que lhe surgiu a revelação. Do nada (que é tipo Trás-os-Montes, mas menos frio no Inverno) apareceu-lhe um homem magro, de cabelos e barbas compridos, com um olhar penetrante como nunca antes tinha visto, envergando apenas uma túnica. Emocionado, o ateu exclamou “Não, não tenho trocos!”. O homem sorriu gentilmente, apontou para algo atrás do ateu, que olhou, e deu-lhe uma chapada nas orelhas.

“Então tu não acreditas em Deus?” – perguntou-lhe o homem, com uma daquelas vozes que faz qualquer um sentir-se como um roedor.
“Não…mas acredito que o Benfica ainda pode ganhar o campeonato…”

“Meu filho, isso é um disparate pegado!”
“Eu sei. Gostava de ter fé. Mas não tenho!”
“O Simão vai-se embora em Janeiro! Quem é que vocês vão encontrar até lá?”

“Quero lá saber! Nada faz sentido! Nada tem um propósito” – ateu, desesperado – “tudo isto é inútil e insignificante!”

“Isso é só uma desculpa para não pagares a renda.”
“Ah sim? Então diz-me lá, se existe Deus, e somos todos uma Sua criação, como é que explicas a ‘1ª Companhia’”?


“hã…gostas mais de pêssegos ou de nectarinas?”
“Não mudes de conversa!”

Continuaram em conversa animada, até que o ateu recuperou os sentidos.
“Enfermeira! Enfermeira! Deus existe! Deus está connosco!”

“Ah sim? Então peça-lhe para vestir uma bata e dar um salto às urgências”

“A sério! Deus existe! Deus existe!”
“Está bem. Fico feliz. Agora, se não se importa, tenho de ir ajudar a amputar uma perna”

O Ateu acabou por sair do hospital pelo seu próprio pé, que até parecia outro, com as unhas cortadas. Feliz, radiante, com uma força interior que já não sentia desde uma vez em que tinha ficado 3 dias sem ir à casa de banho. Tinha descoberto o seu lugar no mundo, uma ordem universal, tudo era lindo e cintilante.
Até que se cruzou com o senhorio…

quinta-feira, dezembro 01, 2005

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...como na EuroNews


Fotoblogs... a net das pitas


"owaaa genttt ****
ihih .. etah xouh euh i ah xikah !
ituh foi ontem lah nah xkolinhah ..
lol
euh levei ah makinah i puxemunux pah lah ah tirar kadah fotoh !!
jah nem xei kem tirouh max tah bem tiradah num tah ??
penah tarmux kux olhinhux vrmelhux
ah .. i euh touh mal .. (pah variar)
bem ..
kumentem !!"



"awuuuueeee!! =P aki tou d novuu...kom exta montagem feita por miim!=D bem meninax...vcx sao simplesmente lindax!!=) sao umas amigas memu mt espexiais pa euh!!=') (komu dix o nome...=)amigas especiaiiiss!=P) adoruvx msm mt e as sdds sao buexxxx...='( =( pk n aparecem as duax aki em mnha kaxa...konverxar...=P é so ligar e kombinar!!=P komo dix a montagem..."because we are diferent...because we are special"-->"pk somox diferentes...pk somox espexiais..."!!=)
bem...vou.me despedir...=D falei mtuuu!!!xD...bjssss***********@@@@@@@@@@@
(= *AmUvOx DoYdAx* =)
pS: n nus pudemos xkecer da noxa doida...nha mana katia...aki ta u bj prometido ta?!? ******** amutxxiii!=) LOOL"


"esta foi uma das fotos..tiradas n tarde Linda d ontem =) hehe .. adurei a trd .. mi.. gotu muntaum d tu! *
beijU pa td a gente.. n me apetece escrever..pq tou cansadaaa.. =(
fui ver as notas..uma merda..mas prontu.. n poximu subU =) *"




Fonte: Algures nos subúrbios da net