quinta-feira, dezembro 29, 2005

Postas de Ouro 2005

Prémio O filme não vale nada, mas a gaja é boa:
"O Crime do Padre Amaro"
Eça remexe-se no túmulo ao ver o seu romance abastardado por uma adaptação com o olho lambareiro postado nas nádegas e nos seios de Soraia Chaves.

Prémio Renascer dos Mortos:
Mário Soares
Pensávamos todos que já estávamos livres do clã Soares mas ele ressuscitou e está aí cheio de força, quer dizer... mais ou menos.

Prémio D. Sebastião:
José Socrates
Foi uma vitória esmagadora, a culminar um processo que nos lembrou, pela primeira vez nestes últimos dez anos, que tínhamos alguém em Belém. Santana Lopes recebeu a derrota das mãos de Durão Barroso, com quem até já tinha partilhado outras coisas menos desagradáveis.

Prémio Salto em comprimento:
Miguel
Conseguiu saltar de Lisboa até Valencia apenas fazendo uma pausa na Casa do Castelo.

Prémio Richter:
Souto Moura
Pelo que tem tremido para se manter no seu cargo.

Prémio O Evento:
João Paulo II
A sua morte foi transformada numa romaria.
Milhares de pessoas esperam 15 horas numa fila para passar, em ritmo de marcha, a 20 metros de onde estava exposto o corpo do Santo Padre, tipo centro de mesa. Cada um a querer chorar um bocadito, e mostrar como sofre de uma maneira tão especial e única, principalmente se houver uma câmara e um jornalista por perto. Mas não dá, há mais 13 mil pessoas na fila, à espera de conseguir o mesmo.

Prémio Eras tu e o Roberto Leal...:
Fátima Felgueiras
... que estavam tão bem no Brasil.

Prémio Miss Piggy:
José Castelo Branco
Não é necessário comentar pois não?

Prémio Primeiro o aserejé depois o dragostea e agora isto?:
D'zrt
Ano após ano cada vez mais o top de vendas de cd's me surpreende.

domingo, dezembro 25, 2005

O País dos que Gostam de (Ver) Desporto

Olhando para o sucesso do Euro 2004, do Estoril Open (parabéns ao João Lagos, esse Charles Bronson luso), para o Vale do Lobo Grand Champions, para a final da taça UEFA em Alvalade, e para o Rally que tradicionalmente se disputava entre Paris e Dakar e que este ano sairá de Lisboa para a mesma cidade africana chego à conclusão de que Portugal entrou definitivamente na rota dos grande eventos desportivos. O que, para um país onde fazer desporto, para a maioria, é carregar no botão da televisão à procura do canal onde está a dar futebol, é notável.

Uma coisa é certa. Desde o Euro, Portugal é ponto de passagem para grandes eventos desportivos. E com grande benefício para todos. Para nós é um orgulho e sempre entra o chamado guito. Para os participantes ou visitantes internacionais do Estoril Open ou do torneio de veteranos de Vale do Lobo, Portugal é sempre um destino diferente, um tanto ou quanto exótico e ensolarado. Uma espécie de país africano, mais organizado, com mais marcas de iogurte, com o ar condicionado sempre ligado e com uma pequena brisa ou uma ou outra nuvem passageira lhes faça lembrar, de longe, docemente, a sua terra.

Para os organizadores do Rally tudo contribui para que a saída de Portugal seja um sucesso. A começar pelo estado natural de muitas das nossas estradas secundárias, que apesar de velhitas apresentam uma superfície sulcada pelo acne juvenil. Se calhar é por isso que muitas delas são consideradas pontos negros em termos de acidentes.
Mas não é só por isso. É que Portugal deve ser o país no mundo onde mais pessoas gostam de tornar o seu dia-a-dia num rally. Ou seja, eles vieram para a um país de loucos entusiastas dos rallys, onde qualquer empregado bancário faz, de Pólo GT, o seu próprio Lisboa-Dakar 2006 todos os dias, a caminho do emprego. Ou melhor, no caso concreto, o Massamá-Xabregas 2006.

E por fim, como já referi em relação aos torneios de ténis, Portugal tem qualquer coisa de África. Por isso, a única grande diferença é que a partir de uma certa altura os camelos vão deixar de ser vistos ao volante, para passar a levar pessoas e objectos.

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Feliz Natal

Desde o seu início este blog tem maltratado muita gente mas agora que estamos numa época de paz e amor desejo um Bom Natal a todos eles.





P.S.: Esta imagem pode ser utilizada como um belo wallpaper dos vossos computadores

terça-feira, dezembro 20, 2005

O Meu Pai Natal


Agora vou pô-lo na janela...

Quem Matou o António?

In 1972 a crack commando unit was sent to prison by a military court for a crime they didn't commit. These men promptly escaped from a maximum security stockade to the Los Angeles underground. Today, still wanted by the government, they survive as soldiers of fortune. If you have a problem, if no one else can help, and if you can find them, maybe you can hire… The A-Team

Tan tantan taan... tan tan tan.. tan tantan tan tarararam...


O Esquadrão Classe A foi contratado para vir até Portugal para deter o assassino do António.

Como o B.A. tem medo de andar de avião os companheiros drogam-no enfiam-no num avião.

Depois de aterrarem vão até casa do falecido fazer uma perguntas mas deparam-se com 20 homens que trabalham para o assassino que raptam o Murdock.

O Coronel Hannibal chega, a fumar, com um plano e juntamente com o B.A. transformam uma mangueira do jardim numa bicicleta de combate.

O assassino preparava-se para matar Murdock mas chegou o Cara de Pau e salva-o no último instante.

Enquanto isto o Coronel derrota todos os capangas com a bicicleta mas o assassino aponta uma arma à cabeça deste e tenta fugir na bicicleta. Neste momento Murdock atira-se da janela para cima do assassino, este cai no chão desarmado.

Os soldados da fortuna entregam o assassino à judiciária, voltam a drogar o B.A. e regressam à América.

domingo, dezembro 18, 2005

Para a Categoria "Vamos Gozar com o Natal dos Hospitais"

Estamos em vésperas de Natal, a altura do ano em que alguns pobres desgraçados têm de assistir, ao vivo, durante horas, às actuações de Toy e companhia Lda., e ainda aparecer na televisão, o que faz com que uma doença terminal seja ainda mais indesejável.

Este ano não fugiu à regra e a RTP reeditou o Natal dos Hospitais com os estarolas do costume.
O programa teve um pico de audiências logo de seguida à hora do almoço. Este facto deveu-se ao grande número de jovens anorécticas e bulímicas que se serviram do espectáculo para induzirem o vómito mais facilmente

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Leim, leim, leim... nã, nã, nã, ... é (quase) Natal

Está tudo decorado, luzente, brilhante, fulgente... e, não obstante a crise, a euforia das compras já começou.

Estamos em contagem decrescente para o Natal, uma época de paz, amor, solidariedade e de regozijo dos comerciantes!

Como já vem sendo hábito, a equipa deste blog (eu, sozinho... tenho mesmo de ir ao psiquiatra tratar da esquizofrenia) foi investigar de perto a azáfama das compras natalícias - num feriado de manhã, num centro comercial perto de si (Norteshopping no caso).

Primeiro impacto: chego ao parque de estacionamento do centro e... tudo cheio! Depois de dar cerca de sete voltas ao parque, em busca de um lugar perdido, acabei por desistir. Saí do parque e encontrei um buraco para enfiar o meu bólide. Andei cerca de 10 minutos a pé, ao frio e à chuva, para chegar ao centro de todas as emoções (sendo que eu moro a 10 minutos a pé do shopping em questão era preferivel ter deixado o carro em casa).

Depois do aquecimento iniciei a aventura das compras - a minha missão era de investigação puramente científica e sociocomportamental mas aproveitei para ir diminuindo o volume da minha lista de presentes.

Dei cerca de quatro voltas ao centro comercial sem conseguir entrar numa única loja. Eu bem tentei mas fui arrastado pela multidão que, em torrente, circulava e olhava as montras. Quando, finalmente, as pessoas dispersaram para comer uma bucha (quem sabe uma sopa no McDonnalds), pude respirar um pouco melhor e entrar nas lojas.

Aí começou outra aventura: tentar encontrar, no meio da total desarrumação, presentes originais e não muito caros. Alguns itens eram praticamente destroços...

E, de repente, as pessoas (aquelas da que foram comer bucha) voltaram. Vinha a D. Alzira, cheia de sacas, e acompanhada da filha, o genro e os netos.

Os miúdos entraram na Fnac aos gritos e foram a correr atirar ao chão todos os livros da prateleira das histórias infantis. A filha procurava entre os CDs aquele que melhor pudesse satisfazer os gostos daquele senhor das finanças que foi muito simpático e lhe passou os papéis à frente de uma fila de 40 pessoas... e, entretanto, misturava os êxitos de Demis Roussos com o melhor de Amália e Vangelis.

O genro estava parado no meio dos corredores a olhar com cara de mau para os empregados.

A D. Alzira, depois de ter passado por mim e de quase me arrancar uma perna com os sacos das prendas, foi sentar-se a ler um livro de culinária.

Quando olhei à minha volta a loja estava cheia de gente que queria ouvir CDs, que retirava livros das prateleiras para os colocar no chão, de crianças que corriam atrás dos pais com o DVD da Pequena Sereia, do Rei Leão e dos D’zrt na mão.
- "Ó pai, ó mãe... eu queeeeeeeeeeeeeeeeeeeerooooooooo!"
- "Cala-te Bruno, caaaaala-te Samanta! Nós não temos leitor de DVD!"
- "Mas ó mããããããeeeeeeeeeee... compra!"
- "Tu não me chames mãe! Deixa-me... olha, vai ler aqueles livros com o Pai Natal ali ao fundo!"

Depois disto... desisti... bffff... Natal.

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Valha-nos Deus

Como dizia um político a um jornalista, isto até é um bocado uma não-noticia (expressão que para quem aprecia noticiários da TVI, é uma redundância), mas mesmo assim, merece que falem nela.

Estou a referir-me a todo o alarido que está a ser feito em torno da medida governamental de mandar retirar os crucifixos que possam existir nas salas de aula Portuguesas.

Até concordo com esta decisão mas não compreendo todo o alvoroço criado à volta desta.

Será aí que se encontra a solução para a nossa taxa de insucesso escolar? Para as reivindicações dos professores? Se calhar, os famosos estudos que apontam para a necessidade do aeroporto da OTA têm uma alínea, lá no meio, tipo “Ah! E já agora, outra coisa de que também precisamos muito é de salas de aula sem crucifixos!”.

Já vi inúmeras reportagens sobre salas de aula com condições desumanas, mas confesso que neste problema gravíssimo nunca tinha reparado. Coitaditos dos nossos educandos, tão oprimidos pela terrível presença de um objecto evocativo do Cristianismo, e a única coisa de que se queixavam era de frio, fome, falta de professores, falta de electricidade e canalização, etc. Afinal, sortudos são os que nunca sequer tiveram hipótese de ir à escola! São analfabetos, mas ninguém os tentou convencer a ir à missa.

À excepção do Vaticano, da Opus Dei e outras máfias menos organizadas, todos estamos de acordo quanto à necessidade de liberdade religiosa, e nesse sentido, a ausência de símbolos religiosos é correcta.

Mas será que os crucifixos influenciam assim tanto as escolhas religiosas de putos de 6 anos? Eu passei 4 anos numa escola primária com uma cruz na parede e dei no que vê…
Também já comi alheiras e não passei a ser judeu por isso.

Se a televisões e os políticos em vez de se preocuparem tanto com as cruzes ligassem mais as outras coisas talvez fosse melhor… tirem lá o Cristo da parede (até porque ele já deve estar farto de lá estar) mas resolvam o importante.

Como se pode ver, mesmo exposta por um reles ignorante leigo como eu (modéstia à parte), esta é uma questão complexa e apaixonante, cheia de facetas e níveis de análise diferentes, que não pode ser reduzida a mera estupidez. Ou então pode, e eu é que precisava de um tema para este post.

sábado, dezembro 03, 2005

Era uma vez....

...um ateu.

Recusava-se a que a história da sua vida se contasse (principalmente em blogs manhosos), porque para ele, a vida não tinha sentido, tirando talvez aquela noite com uma colega mais velha. Via a existência humana como algo fugaz, aleatório, perturbante, principalmente nos dias mais ventosos. O seu dia-a-dia era feito de desespero, desorientação, e uma sensação de inutilidade, com intervalo para almoço, sendo que à tarde juntava a tudo isso alguma azia. Não falava, não sorria, não sentia, mas tirando isso era uma pessoa encantadora.

Ora acontece que o nosso ateu, cujo nome não vem ao caso, um belo dia sentiu-se mal. Talvez fosse o pêssego em calda que comeu, cujo prazo de validade tinha expirado durante a Revolução Russa; ou o ter visto um filme do João César Monteiro, sem ter consumido nada de tóxico; ou se calhar o ter sido atropelado por uma betoneira. De qualquer modo, não estava nos seus dias.

Hospitalizado, ficou à mercê do Serviço Nacional de Saúde, sem sequer ter tido direito a julgamento. Drogaram-no, amarraram-no, amordaçaram-no, obrigaram-no a decorar a tabuada dos sete. Num estado extremo de fatiga, entrou em coma, o que sendo aborrecido, teve a vantagem de o qualificar como publico-alvo da TVI.


Foi então que lhe surgiu a revelação. Do nada (que é tipo Trás-os-Montes, mas menos frio no Inverno) apareceu-lhe um homem magro, de cabelos e barbas compridos, com um olhar penetrante como nunca antes tinha visto, envergando apenas uma túnica. Emocionado, o ateu exclamou “Não, não tenho trocos!”. O homem sorriu gentilmente, apontou para algo atrás do ateu, que olhou, e deu-lhe uma chapada nas orelhas.

“Então tu não acreditas em Deus?” – perguntou-lhe o homem, com uma daquelas vozes que faz qualquer um sentir-se como um roedor.
“Não…mas acredito que o Benfica ainda pode ganhar o campeonato…”

“Meu filho, isso é um disparate pegado!”
“Eu sei. Gostava de ter fé. Mas não tenho!”
“O Simão vai-se embora em Janeiro! Quem é que vocês vão encontrar até lá?”

“Quero lá saber! Nada faz sentido! Nada tem um propósito” – ateu, desesperado – “tudo isto é inútil e insignificante!”

“Isso é só uma desculpa para não pagares a renda.”
“Ah sim? Então diz-me lá, se existe Deus, e somos todos uma Sua criação, como é que explicas a ‘1ª Companhia’”?


“hã…gostas mais de pêssegos ou de nectarinas?”
“Não mudes de conversa!”

Continuaram em conversa animada, até que o ateu recuperou os sentidos.
“Enfermeira! Enfermeira! Deus existe! Deus está connosco!”

“Ah sim? Então peça-lhe para vestir uma bata e dar um salto às urgências”

“A sério! Deus existe! Deus existe!”
“Está bem. Fico feliz. Agora, se não se importa, tenho de ir ajudar a amputar uma perna”

O Ateu acabou por sair do hospital pelo seu próprio pé, que até parecia outro, com as unhas cortadas. Feliz, radiante, com uma força interior que já não sentia desde uma vez em que tinha ficado 3 dias sem ir à casa de banho. Tinha descoberto o seu lugar no mundo, uma ordem universal, tudo era lindo e cintilante.
Até que se cruzou com o senhorio…

quinta-feira, dezembro 01, 2005

No Comment (2)

...como na EuroNews


Fotoblogs... a net das pitas


"owaaa genttt ****
ihih .. etah xouh euh i ah xikah !
ituh foi ontem lah nah xkolinhah ..
lol
euh levei ah makinah i puxemunux pah lah ah tirar kadah fotoh !!
jah nem xei kem tirouh max tah bem tiradah num tah ??
penah tarmux kux olhinhux vrmelhux
ah .. i euh touh mal .. (pah variar)
bem ..
kumentem !!"



"awuuuueeee!! =P aki tou d novuu...kom exta montagem feita por miim!=D bem meninax...vcx sao simplesmente lindax!!=) sao umas amigas memu mt espexiais pa euh!!=') (komu dix o nome...=)amigas especiaiiiss!=P) adoruvx msm mt e as sdds sao buexxxx...='( =( pk n aparecem as duax aki em mnha kaxa...konverxar...=P é so ligar e kombinar!!=P komo dix a montagem..."because we are diferent...because we are special"-->"pk somox diferentes...pk somox espexiais..."!!=)
bem...vou.me despedir...=D falei mtuuu!!!xD...bjssss***********@@@@@@@@@@@
(= *AmUvOx DoYdAx* =)
pS: n nus pudemos xkecer da noxa doida...nha mana katia...aki ta u bj prometido ta?!? ******** amutxxiii!=) LOOL"


"esta foi uma das fotos..tiradas n tarde Linda d ontem =) hehe .. adurei a trd .. mi.. gotu muntaum d tu! *
beijU pa td a gente.. n me apetece escrever..pq tou cansadaaa.. =(
fui ver as notas..uma merda..mas prontu.. n poximu subU =) *"




Fonte: Algures nos subúrbios da net

terça-feira, novembro 29, 2005

A Queda de um Mito

Depois de descobrir que o Pai Natal não existe, que no wrestling a porrada é fictícia e que o Cláudio Ramos é pai o impensável aconteceu… o Mcdonald’s agora serve sopa!!!

Mas o que vem a ser isto? Uma pessoa quer aumentar os seus níveis de colesterol e dilatar o seu perímetro abdominal e o quê que lhe dão? Um creme de espinafres ou uma sopa de legumes…

Eu até percebo a ideia de implementar hábitos de alimentação saudáveis nos portugueses mas... numa cadeia de fast-food (que tal começar pelas cantinas das escolas)? Qual é a piada de comer sopa com batatas fritas? "Agora que já comi a sopa, já me posso portar mal e comer estas batatas cheias de gordura… passa-me aí o ketchup!"

sábado, novembro 26, 2005

Prendas de Natal

O Natal de está à porta. Como esta é uma época de amor, fraternidade, paz, amizade, solidariedade, concórdia, afecto, generosidade, benevolência... vamos falar de bens materiais.

Está na altura de comprar os presentes para os familiares e amigos por isso vou dar uma ajuda.

Não vou sugerir nenhum produto em especial mas sim deixo aqui uma lista de itens a evitar:

Vestuário
- Galochas Colibri (aquelas com olhinhos de sapo)
- Kispo de marca K-way
- Meias brancas com as emblemáticas raquetes cruzadas

- Roupa interior masculina

- Chinelos de andar por casa (para senhora) com sola de espuma branca e a frente em pêlo
- Calças Gangster (vendidas nos hipermercados)

Higiene
- Conjunto de toilette com stick, roll-on, desodorizante em spray e bolsinha de viagem (em Napel... nem é napa nem é pele!) Old Spice, Blue Stratus ou Insignia for Man.

Artigos para o lar
- Conjunto de tupperwares de 23 tamanhos e formatos
- Descascador automático de alho
- Conjuntos de pratos translúcidos de tom âmbar
- Panos (napperonss) finamente rendados para colocar em cima da televisão

Artigos para automóvel
- Conjunto de duas bufadeiras cromadas
- Punho da manette de velocidades em alumínio (de preferência azul)
- Conjunto de cães que movimentam a cabeça e almofadas rendadas para colocar na chapeleira
- Ambientador com formato de volante com aroma a alfazema

Alimentação
- Todos... com excepção para o presunto "Pata Negra"

Em nome de toda a equipa que produz e realiza este blog, os votos de que...
..NÃO SE ESQUEÇAM DE MIM QUANDO COMPRAREM AS PRENDAS!


PS: A menção a marcas produtos ou serviços nest post é meramente indicativa e aleatória. Eu uso regularmente estes produtos com total satisfação...

PS2:... nem todos

quarta-feira, novembro 23, 2005

No Comment

...como na EuroNews




Classificados do jornal destak 23/11/05



terça-feira, novembro 22, 2005

Publicidade

Deve haver muitas marcas interessadas em utilizar a imagem do candidato socialista para publicidade.

Por exemplo, os comprimidos Viagra. Imagino um cartaz com Mário Soares a segurar um frasco dos mesmos, sorridente, e uma legenda em que se lê: “Viagra – até as bochechas incham”.

Ou então, aquela conhecida marca de pilhas, que poderia usar o Mário Soares com o seu slogan “e dura, dura, dura…”

Também uma marca de aparelhos auditivos poderia usar o mote de um cartaz do candidato octogenário “Saber Ouvir os portugueses” para publicitar os seus produtos

Uma cadeia de ópticas faria um spot publicitário com Soares a dizer “Eu tive um desconto de 82%”

E ainda, uma empresa de telecomunicações: (Soares a dançar ao som dos K-OS) “O português tem uma esperança de vida de apenas 75 anos, mas será que isso o preocupa? Nem um bocadinho… Porque ele mesmo depois dessa idade continua a fazer as coisas que mais adora”.

sábado, novembro 19, 2005

quarta-feira, novembro 16, 2005

Escolha Difícil

É bonito ver os nossos dois candidatos presidenciais a assumir as suas tácticas de uma forma tão frontal. E digo (escrevo) dois porque os outros, a julgar pela cobertura mediática que têm, interessam tanto como a quota de pescas do Bahrein.

Mário Soares, no rés-do-chão, berra tudo o que pode, para ver se consegue convencer Cavaco Silva, que está lá em cima no 4º andar, com vista panorâmica para Portugal, a vir cá abaixo discutir com ele. Já o professor, mantém-se imperturbável, escudado pelo seu vestuário da Maconde à prova de insultos, provocações, ou essa coisa chamada realidade.
Mas o avô Mário já nem tem idade para estas coisas, a presidência da república, que se calhar era melhor para alguém que ainda tivesse idade para ter vontade de completar algo mais do que um ciclo digestivo.

Das cinzas renasceu Cavaco Silva. Foi, tal como o seu discurso, um processo lento e gradual. Já ninguém se lembra daquele primeiro ministro que só não foi arrasado por Guterres porque passou a bola a Fernando Nogueira, o Santana Lopes de então.
O Prof. Cavaco Silva de agora promete impedir que os nossos governantes tomem alguma medida remotamente parecida com as que tomou o antigo Prof. Cavaco Silva quando estava no governo.
Temos de reconhecer a pose de estado do não-politico-profissional. Pelo ar que consegue pôr, merece um alto cargo, mas…sei lá…a presidência de um condomínio em Carcavelos, ou do CSSPE – o Clube de Sueca de S. Pedro do Estoril. E deixávamos a presidência da república para alguém que percebesse um pouco mais do que vai para lá fazer e já agora que mastigasse como as pessoas.

Entretanto, os outros pseudo-candidatos continuam a sua cruzada no deserto.

Louçã queixa-se de tudo e de todos, sinal evidente de que o quer que seja que anda a tomar para a queda do cabelo não está a resultar. Talvez devesse considerar a hipótese Fernando Gomes.
Alegre é um homem grandioso. Corajoso, fiel, recto, magnânime. Infelizmente, para quem vive fora de uma peça de Shakespeare, tudo isso se confunde com presunção.
Quanto a Jerónimo de Sousa, continua a querer mudar a forma como a riqueza é distribuída, como o povo é tratado em Portugal, etc., etc., mas já não é nada mau se conseguir chegar até ao dia das eleições sem perder a voz.

Resta-nos Manuel João Vieira e o José Maria Martins.

O primeiro é um visionário que faz qualquer humorista parecer o general Ramalho Eanes, é folião, irresponsável, alucinado, descarado, completamente desprovido de ambição, divertido. O outro para além de ter todas as características do Manuel Vieira ainda é advogado do Bibi.

Ora aqui está uma escolha difícil.

segunda-feira, novembro 14, 2005

Paris a Arder

Há uns célebres gauleses que sempre tiveram medo que o céu lhes caísse um dia em cima. E porquê? Porque de vez em quando há algo que faz desabar o país da revolução francesa. Algo de visceral e muito profundo. Quem conhece um pouco da história de França sabe que aquele país, que sempre foi o símbolo do progresso e da sofisticação e o centro da Europa (e do Mundo, numa perspectiva eurocentrista), tem alturas em que descamba. E daí para os banhos de sangue e a violência mais desabrida demora o mesmo que o zero aos cem de um F 40.

É o que está a acontecer mais uma vez. 30 anos depois do Maio de 68, os últimos motins graves em França, regressa a convulsão social grave à capital. Por todo o lado se escrevem crónicas e se tecem comentários sobre o que se passa. Todo o idiota que se preze tem uma teoria, incluindo eu. Assim, vou estabelecer uma tipologia das melhores opiniões que fui lendo e ouvindo por aí.

A - Há os que preferem uma solução final para os amotinados, idêntica há de um senhor de bigode ridículo que tentou dominar a Europa a meio do século passado.

B – Há os que culpam os franceses, como Vasco Pulido Valente que vai ao ponto de dizer que a França é o país mais racista e xenófobo da Europa. Embora não me pareça muito convicto. No fundo está a malhar por malhar. Está-lhe na massa do sangue. Dá-me ideia que o Vasco é do género de pessoas que buzina no trânsito mesmo quando vai sozinho por uma rua abaixo, só porque sim. Não me parece que se possa dizer que a França é mais racista e xenófoba que a Suíça, a Áustria, a Alemanha, ou a Bélgica, por exemplo. Países onde tudo poderia também ter acontecido. Aconteceu em França, porque tinha de acontecer aí. Nisso a França teve galo.

C – Há os que não têm opinião, mas acham que alguém devia fazer alguma coisa. É o pensamento mais comum dos frequentadores de festas do Jet Set.

D – Há os que desculpabilizam os tipos que incendeiam os carros, as lojas, os autocarros, os comboios, as fábricas, etc. Porquê? Porque os incendiários são vítimas do sistema. São pessoas oprimidas. Mas eu digo, também os sportinguistas se diziam oprimidos pelo sistema muito tempo e não deitaram fogo a nenhum carro de árbitro. Duas ou três pedritas ainda vá, mas fogo? Isso é vandalismo, é violência, não tem desculpa.

E – Há os que acham isto útil no sentido de uma renovação do parque automóvel francês. Pelo menos já ouvi isto da boca de certas pessoas. Julgo que o se deveriam identificar quem pensa assim. São, obviamente, indivíduos muito perigosos.

F – E há quem tenha teorias radicais, como eu, que não se perde nada em desconhecer.

Penso que o que se passa vai acabar por crescer ainda mais. A próxima grande guerra será uma guerra de pobres contra ricos. Não é religiosa, nem política, nem sequer é civilizacional. É a guerra da má distribuição da riqueza. E um rico pode ter armas, dinheiro, poder, mas tem algo que o torna imensamente frágil, tem muito a perder com uma guerra. Perde o seu estilo de vida, o seu conforto, a sua vida feliz e constantemente ensolarada, a oportunidade de gastar alegremente todo o seu dinheiro. O pobre não. Um cidadão da Somália, por exemplo, com um rendimento de vinte cinco Euros, cuja família morreu chacinada por uns quaisquer senhores da guerra, cujo os amigos morrem aos magotes de HIV e de subnutrição, ou tem hipótese de ter uma vida melhor ou só lhe resta a revolta. Não tem nada a perder.

Um dia talvez paguemos a factura por estarmos no lado confortável da barricada. Os cornetins que anunciam esse dia parecem começar a fazer ouvir-se. Mas também pode ser só o Vasco Pulido Valente a passear de carro pelas redondezas. Espero que sim. Do mal o menos.

quarta-feira, novembro 09, 2005

O Nosso Portugal

Decididamente viver em Portugal é uma maravilha! Ou, pelo menos, bom. Menos mau, pronto.

O país dos brandos costumes pode não ser muito emocionante, glamouroso, civilizado, desenvolvido, equilibrado, bem governado, significativo, próspero, meritório da sua herança histórica e cultural, exótico, bem urbanizado, autónomo, aberto a novas ideias, mas é um país! Ah, e tem brandos costumes.

Há coisas que por cá simplesmente não acontecem. Atentados, só à inteligência; catástrofes naturais, tirando esta ultima seca agreste e a Teresa Guilherme, só as nossas celebridades, que apesar de levarem o pedantismo a níveis tóxicos comparáveis ao urânio enriquecido, não matam; quanto ao crime, resume-se basicamente ao mundo do futebol e aos discos do Toy. Nem Sequer a gripe das aves cá chega, e não me venham falar do Ricardo.

Claro que há excepções à regra, mas não só a confirmam, como são espoliadas de qualquer relevância pela forma como por cá são abordadas. Podem aparecer autarcas acusados de abusos ou corrupção, que os Portugueses fazem a melhor coisa para apagar o caso, que é voltar a votar neles. Crimes de gangs têm a mesma visibilidade que a carreira da Lídia Franco, sendo que até já se cruzaram, com benefícios mútuos.

A seca deste ano foi devastadora, mas sempre que teve tempo de antena, foi uma seca! Os incêndios são terríveis, trágicos, mesmo na televisão dão um bom espectáculo (embora repetitivo), mas têm um péssimo timing – no verão, maior parte dos Portugueses está de férias - deviam escolher outra época.

E por isso andamos sossegados.
Temos esta terrível crise mas mais uma vez, o Português, não querendo que lá fora percebam que isto por cá é Marrocos com mais marcas de iogurtes, empenha-se em atulhar centros comerciais, feiras populares e quaisquer eventos em que se ofereçam bonés. Fá-lo contrariado, a sua inteligência e perspectiva esclarecida das sua condição sócio-antropo-económica não deixam que esqueça a terrível situação em que se encontra, mas disfarça, ri-se, berra alegremente, e muito a custo lá engole mais um garrafão de seja o que for que lhe faça vontade de comer chouriço.

Até me admira como é que as operadoras turísticas que têm como missão vender Portugal não usam esta perspectiva. Em vez das praias e campos de golfe do Algarve, experimentem vender a essência do nosso País – “Portugal, o país em que não acontece nada”.

terça-feira, novembro 08, 2005

segunda-feira, novembro 07, 2005

Padre?

No Verão passado numa freguesia dos arredores de Esposende, de onde o meu pai é natural, uma senhora de idade (aproximadamente a do Soares) interpelou-me, oferecendo-me uns folhetos, e tentou convencer-me a ir para o seminário para ser padre.
Eu, fazendo um esforço para conter o riso, expliquei-lhe ia entrar para a faculdade e achava que essa não era a minha vocação... Ela continuou a insistir mas eu consegui dissuadi-la daquela tentativa de me levar para a vida religiosa (Deus me livre!).

Hoje poucos meses depois, arrependi-me profundamente de ter rejeitado aquela proposta… sim hoje… depois de ter saído dos cinemas do Norteshopping onde vi “O Crime do Padre Amaro”…